Ao escolher uma escola, os pais vivem um misto de sentimentos. Cada cuidador vai em busca daquilo que acredita ser prioridade na educação de seus filhos. Alguns buscam uma escola muito limpa e organizada. Outros querem que a escola seja “forte”, que ensine disciplina, muitas matérias. Outros buscam um espaço livre para as crianças brincarem.

Independentemente do que move os pais nessa busca, o único fator comum é que não existe escola perfeita. Mesmo que a escola seja a dos sonhos, sempre vai faltar ou sobrar alguma coisa.

O mesmo acontece com os profissionais que trabalham na escola. Eles idealizam uma relação com os pais e cuidadores que nem sempre se concretiza de uma forma legal. Afinal, os pais também não são perfeitos. E nessa relação entre a escola e os pais está a criança: a pessoa principal. Por isso é tão importante que os adultos possam criar um relacionamento saudável e maduro entre si.
Para que isso aconteça pode-se pensar um exercício: colocar-se sempre no lugar do outro antes de reclamar ou se irritar com algo. É claro que nenhum pai/mãe gosta de ver que a agenda não voltou preenchida. Ou que veio uma roupa trocada, que não é do seu filho/a. Mas ao se imaginar dentro da escola, num dia em que havia muitas crianças pedindo colo, algumas irritadas, choveu, não deu para elas brincarem lá fora, a professora teve que se desdobrar em mil para dar conta da demanda e justo naquele dia ela não conseguiu fazer a agenda tão detalhada e colocou a blusa do sicrano na mala do fulano. Com certeza ela será a primeira a ficar chateada ao notar o erro.
Do outro lado a sensação é igual. A professora manda uma sacola com a roupa molhada da criança, naquele dia o xixi escapou. Manda também um bilhete enorme na agenda, cheio de detalhes. A mala volta no dia seguinte igual. Ela percebe que o pai/mãe nem abriu a mochila e a roupa já está fedendo. Antes de pensar que esses pais são relapsos, que tal imaginar que justo naquele dia choveu muito, o pai/mãe estava gripado, mas teve que trabalhar mesmo assim, pegou um super trânsito, chegou tarde na escola, o filho dormiu no carro e quando eles chegaram em casa esse pai/mãe se jogou no sofá e não conseguiu levantar nem para comer.
A regra de ouro é sempre pensar que tanto os pais, como os professores e funcionários da escola, querem sempre o melhor para essa criança. E estão trabalhando da melhor maneira que podem para fazê-la feliz e realizada. Claro que problemas vão surgir, mas nada que uma boa conversa não resolva.

A arte de educar e cuidar de crianças exige uma comunidade toda. E nós do Parque Escola estamos cheios de amor, dedicação e capacidade para fazermos a nossa parte da melhor forma possível! Vamos juntos?

 

 

Texto escrito por Ana Castro

Parque Escola

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